Posts Tagged ‘Karassu Killer Records’

D.E.R. – Quando a esperança desaba

outubro 1, 2008

D.E.R. – Quando a esperança desaba
(Pecúlio Discos/ Karasu Killer/ Cospe Fogo/ Fuck it all Recs – 2008 – CD)

Pois é. Demorou mas saiu. Tudo bem que a resenha vai sair com alguns meses de atraso, mas o CD também demorou a sair. E o resultado foi o esperado mais o plus de ter toda a rapidez e agressividade sonora que essa turma consegue produzir com notas musicais tocadas na velocidade da luz ou além dela, registradas numa bolachinha. Quem pensa que a esperança desaba e que não é possível pogar ao som do grindcore executado por esses caras sob o risco de embaralhar as pernas, está muito enganado. Em algumas faixas, como em “Lucro e troca” e “A vitória e o fim”, o dono das baquetas Barata, resolve dar uma trégua, mas não por muito tempo, pra que a gente respire, porque no geral as baquetas mais parecem asas de beija-flor que a gente nem consegue ver direito de tão rápidas que são. Poesia? Que nada! Eles cantam o pessimismo, a desesperança, o desespero e a realidade dolorida e incolor que tem em cada ferida aberta na sociedade, sem rodeios, virtuosismo ou meias-palavras. É grindcore, simples e reto. E por falar nisso, que tal ter 16 músicas em pouco mais de 14 minutos? Isso é D.E.R.. Pra completar, o álbum traz um videoclip de “Empregando o capital” e um material gráfico que, de cara, traduz o conteúdo do álbum, a esperança desabou e com direito à trilha sonora.

Contatos:
www.myspace.com/derpunk

Por Deise Santos

Halé – Lixo Extraordinário

setembro 24, 2008

Halé – Lixo Extraordinário
(Karasu Killer Records/ Ah Danada/ Tamborete/ Abunai Records/ U&R Records/ Ant Discos – 2007)
PhotobucketLixo Extraordinário é o álbum de estréia desses cariocas que já vinham fazendo barulho no underground nacional com uma demo que os fez tocar em São Paulo, Espírito Santos e Juiz de Fora. São 16 sons carregados de irreverência e um ar de diversão que não estão só nas letras descompromissadas, mas também na execução das músicas, o bom e velho hardcore, com pitadas de bom humor, acrescentados do vocal descontraído de Perninha e os coros feitos por figuras da cena carioca como Heron (Uzômi) e Stressor (D.A.D.). Destaque para “Cerveja”, “Da Silva e seu bando” e “Atração Turística de favela é presunto”. O álbum faz um convite à diversão e parece querer dizer que essa é uma banda de amigos feita para amigos. Mas não pense que é um álbum “feito nas coxas”. Pelo contrário, essa banda mostrou que veio pra ficar, é hardcore feito por quem entende. A gravação é de qualidade e o material gráfico impecável é assinado por Flávio Flock. Para quem gosta da fase Gaiola da banda Mukeka di Rato,esse álbum é extraordinário, lixo não…

Contato:
Myspace

Por Deise Santos