Archive for the ‘Bandas Internacionais’ Category

Kaeng! divulga vídeos da tour brasileira

novembro 30, 2008

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Foto do show na Audio Rebel por Deise Santos

Os alemães da banda Kaeng, que passaram pelo Brasil em agosto deste ano, onde fizeram uma turnê ao lado dos paulistanos do Nitrominds, acabaram de disponibilizar vídeos da turnê. É só acessar AQUI para conferir imagens de alguns dos shows.
Eles também fizeram um diário da turnê em alemão e inglês. Como quase ninguém fala a língua do chucrute, acesse o diário na língua do Tio Sam e divirta-se com as histórias!

Henry Rollins faz programa polêmico

novembro 30, 2008

blackflagHenry Rollins, o vocalista de uma das bandas punk mais respeitadas do cenário mundial, comanda atualmente o programa Teeing Off no qual cutuca toda e qualquer ferida da sociedade americana. O programa é veiculado pela produtora/canal independente IFC.
Entre outros assuntos Rollins comenta sobre a insanidade propagada por algumas escolas públicas americanas de renegar a Teoria da Evolução de Darwin. A iniciativa conta com o apoio do “já vai tarde” presidente George W. Bush.
Black Flag surgiu em 1976 no sul da Califórnia e encerraram suas atividades ainda no século passado, no ano de 1986. Influenciam e influenciaram pelo menos duas gerações de músicos. Rollins e Greg Ginn – ótimo guitarrista – são referências constante em TODOS os grupos de punk/hardcore brasileiros.

Por Mauro Pimentel

Extreme Noise Terror no Brasil?

novembro 29, 2008

Alguns promotores andaram divulgando que a banda tocaria na América do Sul em fevereiro de 2009 e que no Brasil, a data já estaria definida. Mas, o Informativo Revoluta enviou um e-mail à própria banda e a resposta foi: “isso é mentira, não iremos ao Brasil nem à América do Sul em 2009“.
Além dessa resposta por e-mail a banda já havia publicado em seu blog do myspace a nota que vocês podem conferir AQUI.
Infelizmente a banda não virá. Muita gente desejava isso, mas por enquanto o sonho ficará no imaginário de quem esperava pogar ao som da banda.

Coaccion, d-beat para mudar pensamentos

novembro 25, 2008

Por Deise Santos

coaxxxA cidade de Tijuana, no México, é conhecida por abrigar cartéis do narcotráfico, mas não é só de violência que vive o povo daquela cidade. Na esquina do México, como Tijuana é conhecida, começou em 2001 a trajetória de uma banda de crust/d-beat que escolheu a música como forma de protestar e mudar a visão das pessoas. Coaccion impressiona na primeira audição, é crust/d-beat direto e viciante.
O quarteto aportará nas terras brasileiras em março de 2009 para um série de shows espalhados por Rio de Janeiro, São Paulo e outras a confirmar.
Mas enquanto o ano novo não chega, o vocalista e baterista da banda, Manuel, bateu um papo com o Revoluta pra contar um pouco da história da banda, da cena mexicana e das expectativas em relação à turnê brasileira.

Quando e como a banda começou?
A banda começou quando a banda Discordia acabou no final de 2001 e decidimos começar uma banda de crust/d-beat em Tijuana/México.

Primeiro “Discordia”, agora “Coaccion”. Como é feita a escolha do nome?
Discórdia era uma banda de grind/crust, mas direto nos problemas universais era uma discórdia contra tudo.
Coaccion é diferente tanto nas músicas como nas letras, são mais diretas, contra as pessoas. Coaccion significa utilizar a violência para mudar a forma de pensar das pessoas.

Quais as influências musicais dos integrantes?
Bom, as influências que temos em comum são: Skit System, Meanwhile, Neurosis, His hero is gone, Kontrovers, Discharge, Dystopia e Shitlist.

A banda tem material lançado e a própria banda faz a distribuição. Como funciona isso?
Sim, a banda até agora tem 3 CD’s lançados e 2 EP’s em vinil, todos por diferentes selos e distros. Nós temos um selo/distro chamado Satan Terrorex e fazemos a nossa própria distribuição e de material de outras bandas com fazemos intercâmbio. Nossos selos são: Despotic Records, Cryptas Records, Morvid reallity Records, Satan Terrorrex e, em breve, haverá um novo EP vinil lançado por Vex Records (USA). Na turnê brasileira haverá material destes selos e um CD especial para a turnê com músicas de todos os discos da banda.

Como foi a idéia de ter o próprio selo/distro?
Essa idéia nasceu para podermos distribuir nosso material e a cena underground. Somos punks! Foda-se o mainstream!

E por falar em cena… Como é em Tijuana?
Aqui a cena está um pouco dividida, mas está bem. O que acontece é que a cidade é refém do narcotráfico, drogas e corrupção. Tem muita violência e as pessoas estão assustadas… Todos os dias tem mais de 15 mortos só nesta cidade! Por isso as pessoas estão muito assustadas e sair na rua é muito complicado. Mas a cena punk underground é boa.

Quais bandas que existem no México para escutar?
Existem muitas bandas boas no México, como: Bumklaatt, Biocrisis, Viceral Carnage, Antimaster, El Santo, Miseria Humana, What if gods lie, Atroz Destruccion

coaxx-fotoE quais bandas do Brasil você conhece?
Scum Noise, ROT, Disärm, Disköntroll, Armagedon, Olho seco, Ratos de Porão e muitas outras!

E que tal a turnê que vão fazer no Brasil em 2009? O que pensam que irão encontrar aqui?
Estamos muito interessados em ir para o Brasil pelas pessoas que queremos conhecer, a cena brasileira, trocar idéias, ver as pessoas como são por aí e mais que nada passar bons momentos com as pessoas do Brasil!!! Nos encanta sua música e cultura!

Tem uma coisa na banda que não é muito comum. Você canta e toca bateria…
(risos) Sim, não tem muitas bandas que fazem isso, mas aqui desde que começamos a banda (Rodrigo e eu, Manuel) fizemos dessa forma e assim ficou (risos).

Bom Manuel, obrigada por responder a entrevista e deixo o espaço para dizer o que quiser:
Bom, quero agraceder a você Deise, pelo apoio!!!! Mil gracias!!! A Denito que está fazendo o booking da turnê aí pelo Brasil e se querem entrar em contato aqui está:
coaaxx@hotmail.com
www.myspace.com/coaccion
Obrigado a todos e nos vemos muito em breve!!
MORTE AOS TIRANOS!!! BRASIL TOUR MARZO 2009 – COACCIONMAFIA.

Coaccion é:
Manuel (bateria/voz)
Rodrigo (guitarra)
Marco (baixo)
Gerardo (guitarra)

Agrotóxico participará do Force Attack 2009

novembro 24, 2008

A banda de hardcore paulistana Agrotóxico é uma das bandas confirmadas para o festival alemão FORCE ATTACK 2009. Para quem não conhece, o Force Attack é um dos maiores festivais punk do mundo, por onde já passaram bandas como Exploited, OHL, Slackers, Vibrators, 999, Toxoplasma, Los Fastidios, etc…
O festival acontecerá entre os dias 31 de julho e 02 de agosto e outras bandas já foram confirmadas para edição de 2009 do festival, entre elas Cut My Skin, Anti Nowhere League, Mad Sin, Pobels & Gesocks e Rasta Knast.
Confira a programação do festival e obtenha outras informações, acessando o site do Force Attack:
http://www.forceattack.de/

Face to Face na América do Sul

novembro 20, 2008

facetoface
Finalmente a banda Face to Face pisará na América do Sul para uma tour tímida, são 6 shows no total, que passará por Buenos Aires, São Paulo, Santos, São Bernardo do Campo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
E o mais bacana é que os fãs dos californianos poderão acompanhar toda a turnê pelo hotsite criado exclusivamente para a passagem deles por aqui.
No hotsite é possível ouvir músicas, ver as datas, locais de venda e cartazes dos shows, ler a biografia da banda, acompanhar o diário da tour, conferir vídeos e fotos que serão postados durante a turnê.
A tour é uma realização de três produtoras: Hangar 110, Highlight Sounds e Zeroneutro.
Considerada histórica, a turnê já conta com fatos inéditos, as bandas Street Bulldogs (SP) e
Rivets (RJ) se reuniram somente para tocar ao lado do quarteto californiano.

Então não perca tempo.

Acesse o hotsite e fique por dentro da FACE TO FACE SOUTH AMERICAN TOUR Dezembro 2008!

Ação Direta – 20 anos TOUR 2008!

novembro 20, 2008

A banda paulistana Ação Direta está completando 20 anos de estrada e a agenda está lotada! Depois de fazer shows em São Caetano do Sul, a banda se prepara para tocar em Santo Anastácio (no tradicional Interior Holocaust Extreme), além de Piracicaba, Curitiba e n’O Kazebre, ao lado da banda Asesino.
Confira a agenda e vá ao show comemorar ao som de muito hardcore!
29/11/2008 – Sábado – Santo Anastácio/SP
INTERIOR HOLOCAUST EXTREME 2009
com as bandas:
AÇÃO DIRETA
IMMINENTCHAOS
CRUSADER
CATOPSIS
Horáio: 23h
Local: Sociedade Recreativa Nosso Clube

30/11/2008 – Domingo- Piracicaba/SP
AÇÃO DIRETA
IMMINENTCHAOS
OS CARBOJA
ADELAYDE MORTA (Indaiatuba)
Horário: 16h
Local: Laranja Mecânica Bar – Av. Independência, 1418 – Centro – Piracicaba / SP
TEL.: (19) 9267-4304 / 9106 47 61
Ingresso: R$10

06/12/2008 – Sábado – São Miguel/SP
ASESINO(USA)
DIVINE HERESY (USA)
AÇÃO DIRETA
ANDRAWS
GENOCIDIO
CHORUME
Local: KAZEBRE – Av Aricanduva, 12000 – Sao Miguel – SP

13/12/2008 – Sábado – Curitiba/PR
Prudence Hardcore Fest
AÇÃO DIRETA
GLOCK
2 MINUTES HATED
DESERTOR
Horário: 16h
Local: HANGAR BAR – Dr Muricy, 1091 – Largo Da Ordem – Curitiba

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Banda sueca faz tour pelo Brasil

novembro 20, 2008

nitadtour1A banda sueca Nitad começa sua turnê brasileira hoje com show no Estúdio Noise Terror e depois segue na estrada levando seu punk rock/hardcore para Santos, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Barra Mansa.
A banda começou no final de 2005 quando o álcool e o bom gosto musical juntou Benke, Benis, Modde e Viktor. A idéia musical é simples – bom e direito punkrock/hardcore nos moldes de bandas do começo da década de 80 como o Black Flag, Angry Samoans, Zero Boys e MIA. Mas tudo isso no melhor estilo sueco, com letras em sua língua-pátria e o abuso de álcool que só os escandinavos sabem cometer.
Após uma série de compactos e splits a banda acaba de lançar seu primeiro LP, Ibland Kan Man Inte Hindra Sig Sjalv, que soa como um Fucked Up mais primitivo ou um Regulations/Career Suicide mais trabalhado! Bom, você entendeu o recado.
Em breve o Nitad vai estar em sua cidade, espalhando decadência e música boa!

Bandanos invadirá Paraná, São Paulo e Vale do Paraíba

novembro 20, 2008

Nesse final de semana a Bandanos fará uma mini-tour pelo Paraná junto com mais duas bandas paulistanas: Bomb Threat e M.A.C.E. Os shows da tour, intitulado Snake Pit Tour, acontecerão nas cidades de Cascavel, Foz do Iguaçu e Maringá, onde tocarão com bandas locais.
Além desses shows, o quarteto Bandanos tem mais duas datas de show neste final de ano. Dia 30 de novembro a banda subirá ao palco do Hangar110, para tocar na mesma noite que os suecos do The Haunted, banda de thrash metal com mais de 10 anos de carreira e, dia 07 de dezembro a banda tocará no Vale do Paraíba, na cidade de São José dos Campos, ao lado de Presto?, DxSxTx e Colpo Nella Testa.

Confira a agenda da banda:

21/11/08 – Sexta-Feira – Cascavel/PR
BANDANOS, Bomb Threat, M.A.C.E.
+ Carnivore Mind, Bloodshed
Local: Espaço Nobre Eventos – Rua Francisco Beltrão 1123
Ingressos: 12 (antecipado)/ 15 (na hora)

22/11/08 – Sábado – Foz do Iguaçu
BANDANOS, Bomb Threat, M.A.C.E.
+ bandas convidadas
Local: Otroplano Bar

23/11/08 – Domingo – Maringá
BANDANOS, Bomb Threat, M.A.C.E.
Local: Tribo’s Bar
Horário: 18h
Ingresso: R$8 (nome na lista: triboscrossover@gmail.com )/R$13 (na hora)

30/11/08 – Domingo – São Paulo
The Haunted e Bandanos
Horário: 18h
Local: Hangar 110 – Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro (perto Metrô Armênia)
Ingresso: R$40 estudante (antecipado/somente nas lojas)*/ R$60 (promocional/antecipados)*
*Pontos de Venda:
Loja 255 (R. 24 de Maio, 62 – loja 255 – f: 3361-6951)
Paranoid (R. 24 de Maio, 62 – loja 315 – f: 3221-5297)

07/12/08 – Domingo – São José dos Campos
BANDANOS, Presto?, DxSxTx, Colpo Nella Testa
+ Exposição de arte gráfica e stencil com o coletivo Anti! e Dioguera.
+ Distribuição de material independente e sobre exploração animal.
+ Bancas de cds, camisetas e lanches vegans.
Local:Hocus Pocus – Rua Paraibuna, 838, São Dimas (entrada pela lateral Maria Froes, atrás da Unesp)
Ingresso: R$7

Acompanhe a agenda e novidades da banda:
http://www.myspace.com/bandanos

PLANETA TERRA FESTIVAL

novembro 11, 2008

PLANETA TERRA FESTIVAL
(ou “Não tenho mais idade para certas coisas”)

(08/11/08 – Vila dos Galpões – São Paulo/SP)

Nada do que irei contar faria sentido se aos 43 minutos do segundo tempo, uma santa luz não aparecesse em meu departamento me oferecesse dois ingressos. Todas as possibilidades anteriores fracassaram: entrar como imprensa, concursos… Lógico que não tentei comprar, ainda mais porque não mais desfruto das maravilhas da meia-entrada.
Enfim. Lá estava eu. E a Joelma. Lembro-me que o último festival do porte que eu fui, foi no Hollywood Rock, quando eu ainda era daqueles adolescentes que enchem a cara e saem zoando. Ok, ok, nessa oportunidade ainda promovi a alegria dos adolescentes inconseqüentes com um strip tease no Estádio do Morumbi…
A produção do Planeta Terra adotou um local bem bacana, um espaço de galpões, que já abrigou indústrias. Na região há vários deles, pois muitas empresas fugiram dos impostos da capital.
Logo de cara, uma coisa me chamou a atenção: não haviam grupinhos de adolescentes inconseqüentes, emos, essas coisas… Só me dei conta quando me liguei que a entrada era só para maiores de 18 anos. Um pessoal simpático, sem aqueles histerismos que só um jovem é capaz de proporcionar.
Cheguei ao local às 19h10 e outra coisa diferente que eu não esperava: os shows estavam começando nos horários prometidos.
Como no palco (o tal do main stage) estava a pueril revelação do momento, Mallu Magalhães, que aliás não poderia estar ali por ser menor de idade. Resolvemos então conhecer a estrutura do local. Chegamos ao indie stage, onde já ia começar o show do Animal Collective. Após alguns probleminhas técnicos que causaram uma sonora vaia, começou o que a produção chamou de “um festival de várias experiências”. Enfim, entendi o slogan. Mas não o som da banda. Cheguei ao mesmo questionamento que faço às obras da Bienal: ou o artista abusa muito da criatividade, atingindo pontos elevadíssimos de imaginação, ou eu não entendo nada de arte. Não agüentei o fim da primeira música (ou não-música?). Foi a partir desse momento que comecei a gostar um pouco de Mallu Magalhães. Depois encontrei um amigo que ficou na expectativa de algo melhorar até a terceira música. Não teve sucesso.
Cheguei ao main stage e a Mallu cantava sua última música.
Os próximos a subirem no palco foram os veteranos do Jesus and Mary Chain, que até então eu não conhecia nada. Falo sério. Tá bom, eu conhecia a capa de Psychocandy. Nada mais. Um amigo de Aracaju disse que seria o show da vida dele. Entendi o porquê. A banda é boa mesmo. Agora tenho que cumprir a promessa de baixar a discografia deles. Mostraram com muita competência o motivo que os mantém por mais de duas décadas na estrada. As clássicas “Head On”, “Happy When It Rains” e “Just Like Honey” botaram o povo pra cantar.
bloc-party-planeta-terraNa seqüência, entrou mais uma banda famosa que eu conhecia quase nada (só umas quatro músicas que vi na MTV ou na época em que eu tinha saco para rádios-rock): The Offspring. Não sei, mas nunca curti o vocal moleque de Dexter Holland (que está a cara do Lenine!). Mas senti que a rapaziada curtiu muito e cantava todas as músicas, mesmo com o som horrível (dos equipamentos, não da banda!). Se bem que ouvi um pessoal old school comentando que eles não tocaram nada do primeiro e segundo disco. Coisa de velhos. Mas o certo é que foi o mais agitado da noite, com direito a bonés, blusas e camisetas voando ao som das três guitarras da banda californiana.
No intervalo do show aconteceu uma das coisas mais bizarras do festival: no telão aparecia a repórter da Terra TV nos bastidores do show e ela, esperando que o público fosse formado por fãs histéricos, achou que estava abalando mostrando o camarim vazio do Bloc Party e, sem ela perceber que os integrantes da banda estavam atrás dela! Ela chegou até a olhar pros caras, mas parecia que não reconheceu. Pior ainda ela batendo na porta do camarim do Kaiser Chiefs. Que tal exibir clipes da próxima vez?
Enfim, Bloc Party ao vivo! Depois do fiasco de tocar playback no VMB desse ano, a banda tinha obrigação de fazer um ótimo show. Fez um bom show. Com direito até a um pedido de desculpas do vocalista Kele Okereke sobre o episódio da MTV e se esforçou para dar o melhor dele para o público. Independente de qualquer coisa, essa é a melhor banda da atualidade na minha opinião. Muitos cantaram as músicas em coro, com destaque para “She’s hearing voices” e “Price of gas”.
Detalhe: a banda foi a única a agradecer em conjunto ao público.
ricky-wilson-kaiser-chiefs-planeta-terraMas a atração da noite estava para chegar: a chamada “banda queridinha inglesa”, o Kaiser Chiefs. Sinceramente não sabia que o público deles no Brasil era tão grande. Lembro que eu soube da banda depois de uma entrevista que vi o vocalista do Echo & the Bunnymen, Ian McCulloch, declarar que o KC era sua banda favorita. Imaginei que o público era mais restrito. Mas não é. Tanto que foi no show deles que vi a primeira exaltação de fãs.
Mas a banda no palco é uma energia só. A começar pelo vocalista Ricky Wilson, que logo na primeira música se atirou no público, que cantou todas as letras em uníssono.
Wilson ainda levou uma “colinha” com algumas expressões em português, inclusive “eli é um herói”, referindo-se ao tecladista Peanut, que foi operado na véspera do apêndice. Lógico que quase ninguém entendeu a referência.
Enfim, foi um show digno de fechar festival. Mas a banda pecou feio em não voltar para o bis e não cantar “Born to be a dancer”, que parte do público até arriscou o coro do “ô, ô, ô, ô, ô…”. Nem tudo é perfeito.
Enfim, um festival bem organizado, com bandas boas (pena que não consegui ver Breeders…). Cumpriu seu papel. Pena que quando eu era mais novo os festivais não eram assim… Pois teria pique para ver a tão falada Vanguart, que abriu o festival… Melhor deixar isso para quem tem mais pique: os menores de idade.

Por Márcio Sno