Archive for outubro \21\UTC 2008

SUBCUT – Contra fatos não há argumentos

outubro 21, 2008

SUBCUT – Contra fatos não há argumentos
(Cut Throat Discos/ Terrötten Records – 2008 – CD)

Full-length debut do power trio SUBCUT. Um dos álbuns mais esperados na cena grindcore brasileira e que fez jus a toda demora que envolveu essa produção. Como o álbum foi gravado em meio a mudanças na formação da banda, o representante das 4 cordas – André Souza – gravou a maioria das guitarras e baixos, exceto em 7 faixas gravadas pelo antigo baixista, Augusto Rena. Porradaria sonora para o deleite dos amantes do grindcore, espalhada em 20 faixas que passam ligeiras, agressivas e pesadas. As letras criticam o sistema e abordam as crises sociais tão latentes no cenário brasileiro atualmente. Inserções de vozes que comentam e criticam a atual situação brasileira, junto com os vocais agressivos e toda a atmosfera criada pelas composições, fazem desse álbum um título indispensável na estante de quem curte o estilo. Destaque para as músicas “O espantalho agora ri”, “Últimos minutos de consciência” e “Nenhuma dor é maior do que relembrar os dias felizes na miséria”.

Contatos:
www.myspace.com/subcut
subcutgrindcore@hotmail.com

Deise Santos

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CRUST: as origens

outubro 16, 2008

O CRUST é talvez um dos estilos musicais mais suburbano que existe, consegue ser o underground do underground. Até mesmo mais seletivo que o grindcore. Uma subcultura ou contracultura praticamente desconhecida fora da cultura punk, metal, HC ou do meio dos squatters.
A sua origem é remota e pouco definida. Inicialmente rotulada como stenchcore (instinct of survival) rapidamente adotou-se o termo crustcore ou pura e simplesmente CRUST. O termo que surge através da banda DEVIATED INSTINCT que editou a demo “Terminal Filth Stenchcore” mesmo antes de chegarmos ao meio da década de 80. Quanto ao termo “crust” surgiu pela demo-tape dos Hellbastard intitulada “Ripper crust”. Outra banda que é considerada os pais do crust punk são os AMEBIX, seu álbum ‘Arise’ é considerado um dos primeiros álbuns a definir este estilo sujo e corrosivo.
O CRUST é musicalmente influenciado pelo metal como Motörhead e pelos primórdios do black-metal (Venom, Hellhammer e Celtic Frost, músicas como “Into the crypt of rays” são autênticas referências de crust quer em nível de afinações e riffs de guitarra, quer em nível de batida e tempos de bateria), mistura influências de grindcore (Repulsion – primeira banda de grindcore, surgiu em 1980, voltaram à ativa em 2005) e obviamente do punk (Discharge). Sempre foi mais semelhante ao extremismo do grindcore, mas diminuto nas estruturas tecnicistas musicais do metal.
Estilo musical muito peculiar e único, tendo várias variantes. Podendo ir do CRUST rápido e furioso (Disrupt) ao lento melódico com toques de melancolia (Wolfpack).
Os termos crust (Doom), crustcore (Uncurbed), d-beat (Meanwhile), crustpunk (Anti-cimex) servem para definir esse tipo de vertentes musicais, consoante a influência mais metal (S.D.S.) ou mais punk (dischange) que os músicos querem dar à sua expressão musical. Explorando inclusive vertentes mais sludge como fazem os CounterBlast, Zygote, Grief, Dystopia ou Eyehategod.

A vertente D-beat (Disaster) designa uma batida na bateria a meio tempo. O nome deriva da banda britância Discharge, que definiu esse estilo. Há a opinião de que o nome D-beat vem das bandas de punk que começavam com ‘Dis’ para homenagear os Discharge como: Disfear, Disclose, Disgust, Disarm, Disbeer, Disrupt, Diskonto, etc. Inclusive seguiam o estilo até nas capas dos álbuns, com fotos de guerra em preto e branco.
Sendo a versão mais extrema do punk, o contexto das letras do CRUST não podiam deixar de ser nihilistas, tudo é referido no que seja sobre o lado podre, negro e hipócrita da humanidade. O CRUST será sempre anti-racista e anti-militarista.
Tópicos como destruição nuclear, direitos dos animais, igualdade, squats, religião, apocalipse, poluição massiva, guerra, meio ambiente são muito usados para exteriorizar toda a raiva na vocalização agressiva e suja do gênero.
Aos olhos da sociedade, a cena crust punk em nível mundial, generalizando, é conhecida pelo seu extremismo político, a vida nos squats, em edifícios abandonados e a resistência em procurar empregos pode ser equiparada ao que Murray Bookchin chamou de “estilo de vida anarquista “!
A faceta mais infame da personagem que vive o estilo de vida do crust é talvez o lado da higiene, havendo comunidades em que se recusam a tomar banho (ou tomar o mínimo de vezes possível) e no caso das mulheres que não rapam qualquer zona do corpo onde cresçam pêlos. Isto pelo simples fato de não quererem colaborar com as indústrias cosméticas (que 99% praticam experimentação animal) e também por assim conseguirem ter um tipo de vida livre de toxinas e químicas usadas na higiene pessoal. Assim como também se trata de viver ao contrário das normas sociais e de se ter um estilo de vida diferente aos hábitos aos quais a maior parte das pessoas estão acostumadas.
Praticam majoritariamente o modo de vida vegetariano ou vegan indo de encontro à sua obstinada preocupação ambiental.
Os/as crusters consideram-se ateístas e são inspirados pelo ideal ‘no gods, no masters’ referem-se à total descrença em qualquer Deus ou entidades divinas. Há no entanto crusters que adotam a postura espiritual pagã no sentido de ausência de credibilidade de um profeta e pela sua ligação à natureza, ambiente do planeta terra chegando a aproximarem-se a uma forma de pensar semelhante a dos índios nativos norte-americanos.
Pela mesma razão ambiental e gosto de contato com a natureza é freqüente encontrar em quase todas as comunidades o uso regular das bicicletas, quer como meio de transporte, quer por desporto e lazer. Tornando-se uma imagem de “marca” do meio, representa uma alternativa ao consumismo, à liberdade individual e uma “rebeldia” contra o meio citadino onde imperam os carros e a conseqüente e sufocante falta de espaços de lazer em prol das suas poluentes viaturas.

No início os fãs de crust (crusties) e ao contrário dos punks, não usavam cores nos seus spikes, todos vestidos de preto, roupas rasgadas e cheias de patches impressos por serigrafia. Desenhos brancos sob fundo preto é o mais comum.
A postura ética das bandas crustpunk defende a prática da ação DIY (do it yourself) criando desta forma uma rede própria de gravação/distribuição/produção/divulgação, onde o correio, internet, concertos ou qualquer outro tipo de reuniões/encontros sejam os únicos meios possíveis de chegar ao material produzido em reduzidas quantidades. Sejam as roupas, os discos, os zines, tudo numa edição limitada e praticamente disponível temporariamente e restringida localmente! Excluindo algumas edições que têm uma distribuição maior e mais alargada onde, pelos seus meios, conseguem chegar a mais gente.
O meio de troca é vulgarmente utilizado como “moeda” alimentando o espírito e a atitude alternativa DIY, conseguindo assim manter-se em paralelo ao “mainstream” comercial da indústria vulgar da sociedade.
O movimento CRUST, tal qual o de grindcore, não é elitista, sendo motivador da livre expressão pessoal. Qualquer um é livre de agir, vestir, ouvir, pensar e expressar como bem entender. Apesar de se encontrar os “fiéis” seguidores ao espírito do movimento, ninguém é discriminado por ouvir este ou aquele tipo de música, vestir chinelo ou bermuda, ler BD ou ter o cabelo rapado ou comprido com tranças freaks. A idéia do crust é também defensora do ideal da mentalidade aberta (open mind) e horizontes alargados.
Musical ou filosoficamente assimila e deixa-se influenciar um pouco por todas as vertentes existentes no underground, mas conseguindo manter-se fiel às suas raízes sócio-políticas. Tornando-se numa cultura mais rica seguindo um caminho que nunca se esgota e que constantemente se renova.
Este texto tem o intuito de dar a conhecer, enriquecer a tua cultura musical e divulgar o estilo de som e o seu modo de vida (pra alguns). Pesquise o nome das bandas, ouça as músicas, leia as letras (quando possível hehehe) e cultiva-te !!!!
Aconselho vivamente a ouvir as raízes, as demos de Deviated Instinct, Amebix, Antisect e Hellbastard.

Hugo Rebelo*

Para conhecer mais:

Alemanha:
Accion Mutante, Cluster Bomb Unit, Immured, Instint of Survival, Mönster.

Bélgica:
Hiatus.

Brasil:
Disköntröll, Acid Rain, Olho Seco, Kuolema, Under the Ruins, Death From Above, Desastre, Ulster, Contraste Bizarro, Securitate, Social Chaos, Disarm, Scum Noise, Gritos de Alerta.

Canadá:
Inepsy, After the Bombs, Kontempt, Twisted System.

Eslováquia:
Beton, Dead is Sexy.

Eslovênia:
Hell Patrol, Anaeroba.

Espanha:
Ekkaia, Besthoven, Holocaust in your Head, Totälickers, Black Panda, No Conform, Ö.B.N.I., Disease, Unsane Crisis.

Estados Unidos:
Final Conflict, Misery, Sanctum, Code13, Tragedy, Detestation, One Nation Under God, Hellshock, Holokaust, Deathtoll, Disrupt, From Ashes Rise, Stormcrow, State of Fear, Wartorn, Destroy, Severed Head of State, World Burns to Death, Genocide SS, Aus Rotten.

Finlândia:
Riistetyt, Força Macabra, Kuolema, Selfish.

Grécia:
Anasa staxti, Valpourgia nixta, Omixli(crust-oi), Xeimeria narki, Ksexasmeni profiteia, Xaotiko telos, Xaotiki apeili, Sigxisi, Xamena idanika (crust-grind), Apoxetefsi.

Holanda:
Visions of War, Sangre.

Inglaterra:
Doom, Extreme Noise Terror, Disgust, Disarm, Extinction of Mankind, Amebix, Antisect, Discharge, Deviated Instinct, Bait, Nausea, Raw Noise, Hellbastard, Concrete Sox, Meinhof.

Itália:
Giuda, Berserk.

Japão:
S.D.S., Beyond Description, From Beyond, Church of Misery (sludge crust BRUTALLL !!!), Battle of Disarm, Unholy Grave, Gauze, Lipcream, Confuse, C.F.D.L., DON DON, Bastard, Abraham Cross, Disclose, Burial.

México:
Phobia, Life Extinction, Disturbio.

Noruega:
Summon the Crows, Ingen Utvei.

Peru:
Dios Hastio.

Polônia:
Trocki, Infekcja, Mind Pollution.

Portugal:
Subcaos, Simbiose, 100 Talento, Sem Cura, Deskarga Etilika, Freedoom, Spitzbuben, Reltih, Porcos Sujos.

República Tcheca:
Guided Cradle

Singapura:
Distrust, Minus, General Enemy.

Suécia:
Wolfbrigade, skitsystem, Driller Killer, Anti Cimex, Disfear, Massmord, Bombstrike, Avskum, Victims, Meanwhile, Uncurbed, Diskonto, Auktion (crust’n’roll banda 90% formada por raparigas), No Secutity, Disarm, Shitbreed, Counterblast.

Suíça:
Fear of God

Venezuela:
Los Dollares

* Hugo Rebelo é um dos vocalistas da banda de crustcore portuguesa Simbiose.

Escambo Punk Hardcore

outubro 15, 2008

Sábado, 18/10, vai rolar no Estúdio Noise Terror o Escambo Punk Hardcore, evento que já teve uma edição em Araçatuba e agora acontecerá em São Paulo.
A proposta é fazer um intercâmbio entre bandas da capital paulista com bandas do interior e, assim, gerar uma integração maior na cena underground.

Serviço:
Escambo Punk Hardcore
com as bandas:

Sanitarium (SP)
Dickstar (SP)
Foxhound (SP)

Atestado de Revolta (Araçatuba) –
http://www.myspace.com/atestadoderevolta
Holly Freedom (Araçatuba)
The Ramons (Birigui) –
http://www.myspace.com/theramonss
Atrocidades de G-Wilson (Birigui) – http://bandasdegaragem.com.br/atrocidadesdeg-wilson

Quando? 18/10/2008
Que horas? 14h
Onde? Estúdio Noise Terror – Av.: Armando Arruda Pereira, 1415 (100 metros do Metrô Conceição, em frente ao Carrefour)
Quanto é? R$3 (antecipado com as bandas)/ R$5 (na porta)

Foda-se Lester Bangs!

outubro 15, 2008

Esse é o título do livro que leva a assinatura do jornalista Wladimyr Cruz, conhecido também como Wlad Cruz (editor do Zona Punk). O livro é uma compilação de entrevistas feitas com bandas e nomes consagrados do mundo underground em 10 anos de jornalismo. Enquanto o livro não é publicado – ele sairá via Ideal, o autor resolveu postar na sua página do papolog, o livro na íntegra para quem não tem possibilidade de comprar. Ele postará página por página, capítulo por capítulo, as histórias vividas em aventuras jornalísticas para entrevistar Daniel Johns (Silverchair), Pete Shelley (Buzzcoocks), Koala (Hateen), Knox e Eddie (The Vibrators) e Jão (Periferia S/A e RDP), além de muitos outros nomes.
O Índice e a Introdução, já estão publicados lá!

Confira:
Foda-se Lester Bangs

Por Deise Santos

Cólera no velho continente!

outubro 15, 2008

O trio de punk rock paulistano Cólera, embarcou no início de outubro para uma turnê de um mês no velho contienente.
A banda foi a primeira banda do cenário underground brasileiro a pisar em território europeu, nos idos anos de 1987. De lá para cá a banda já fez shows memoráveis e escreveu belas páginas no livro da cena underground, inclusive retornando à Europa em 2004.
Agora, em 2008, a banda foi para a Europa, mas em parceria com a Revoluta Produções, estará conectada ao Brasil através do Diário da Tour, onde o público poderá acompanhar o cotidiano do trio no velho continente.

Acesse o Diário da Tour e fique por dentro das novidades!

Deise Santos

Plastic Fire de myspace novo

outubro 15, 2008

Na próxima sexta-feira, 17/10, entra no ar o novo myspace da banda carioca da Plastic Fire. 

Então, não se esqueça, sexta-feira acesse: www.myspace.com/plasticfire

Sanctuarium sai em vinil na Europa

outubro 15, 2008

Em quase dez anos de estrada a banda Confronto vem derrubando barreiras e não pára de colecionar boas histórias para contar e para servir de exemplo pra quem quer entrar na cena musical independente. Afinal, a banda lançou seus álbuns por selos independentes, está embarcando para a quarta turnê européia, já excursionou por alguns países da América do Sul e não tira o pé da estrada, fazendo shows nas principais capitais brasileiras.
E agora a banda acaba de avançar mais em sua trajetória. O álbum Sanctuarium, lançado no Brasil pelo selo Seven Eight Life Recordings em CD, sairá pelos selos Refoundation (Itália) e Self x True (Rússia) em vinil. Um fato inédito na história da banda, que há muito tempo trabalhava para ver um álbum seu lançado no bom e velho acetato. A Confronto trará na bagagem uma parte dessa prensagem para distribuição aqui no Brasil.
Vale lembrar que as cópias são limitadíssimas!!!!

Por Deise Santos

Mukeka Di Rato + Bandanos + Inkógnitta + QFLV?

outubro 9, 2008

Mukeka di Rato, Bandanos, Inkógnitta e Que Fim Levou Valdir?
(Hangar 110/SP – 03/10/2008)

O mês de aniversário do Hangar110 só está começando e, depois da festa-show com Flicts na quarta-feira, a casa abriu suas portas na sexta-feira, dia 03 de outubro para o show das bandas Que Fim Levou Valdir?, Inkógnitta, Bandanos e Mukeka Di Rato. Infelizmente os dois primeiros shows não foram vistos por quem vos escreve… Mas os comentários garantem que foram bons shows, o que não dá pra duvidar, afinal são duas bandas que vêm chamando a atenção no cenário nacional.
Mal pisei no Hangar110 e os caras da Bandanos subiram ao palco para mostrar que realmente o crossover está de volta.
Brutalidade sonora acompanhada à altura pelo público incansável que abriu circle pits em quase todas as músicas, além de alguns se aventurarem para subir ao palco e dividir o microfone com o Cris. Entre as músicas “Azul, vermelho e branco”, “Indiferença”, “Only for good thrashers”, “Justiça das Ruas” (com participação do público), a nova “You dig your own grave” (que é a primeira música totalmente em inglês da banda) e Te amo Porra! que fechou o curto set por conta do show ter começado atrasado. Mas apesar de ter sido um show curto, o recado da banda foi dado e, quem ainda não havia conferido o quarteto ao vivo, pôde comprovar que o crossover voltou, com referências oitentistas e pitadas do século XXI.
Breve pausa para saída das bandanas e entrada dos capixabas da Mukeka di Rato, que já entrou em campo com jogo ganho. O público, aquecido pela bandas anteriores, aguardava ansioso por mais uma apresentação da banda. Não tem jeito. Está comprovado e reafirmado: ver um show dos capixabas é diversão garantida. Sandro, Mozine, Paulista e Brek têm a fórmula para fazer os jovens ficarem ensandecidos (será que é alguma mensagem subliminar no meio das músicas? Que seja). O fato é que, da primeira à última música, passando por Escolinha, Maconha, Deturpação Divina, Rinha de Magnata até Cachaça, o público participou e curtiu o hardcore feito por esse quarteto.
A diversão estava estampada na cara não só do público, mas também dos integrantes que, ao errar algumas notas, caíam na gargalhada e continuavam o show, já que o público não exigia qualidade aquela altura do campeonato. Então, pra que parar e esfriar o jogo?
Fim de noite na paulicéia desvairada, resultado de uma boa mistura de thrashers e hardcorianos. Que venham outros como este.

Por Deise Santos

Hangar110 – Festa de 10 anos

outubro 9, 2008

Festa de 10 anos do Hangar110 com Flicts
(Hangar110/SP – 01/10/2008)

Sim, é isso mesmo. Em plena quarta-feira, a casa de shows Hangar110 abriu as suas portas para receber os amigos e comemorar os 10 anos de muito som, correrias e histórias para contar.
Para combinar com cerveja e amigos, nada melhor que Flicts no palco.
Como foi o único show da noite, a banda demorou a subir ao palco e, enquanto aguardava, o público aproveitou para ver nas paredes do Hangar110 dezenas de cartazes dos mais de 3.500 shows feitos na casa nesses 10 anos de existência. Bacana ver as pessoas reconhecendo cartazes de shows em que foram e comentários sobre cada noite vivida no número 110 da Rua Rodolfo Miranda.
E, finalmente, lá pelas 22h o anfitrião Alemão subiu ao palco, agradeceu a presença de todos e abriu espaço para a Flicts, a banda que terminou (será?) e só voltou para a comemoração da festa (segundo seus integrantes), subiu ao palco para fazer a trilha sonora da noite, regada a muita cerveja, whisky e risadas. Uma festa mesmo. Público cantando junto, banda fazendo piadas e falando de futebol (por que será?) e um clima que poderia perdurar até o dia seguinte, se ninguém precisasse trabalhar…
Não faltaram músicas para serem cantadas em coro, ou melhor, quase todas foram cantadas pelos presentes. Abriram com “Canção de Batalha”

e seguiram tocando sons do álbum Canções de Batalha e dos dois splits lançados com a banda Agrotóxico como Briga de Bar, Forjando Intrigas, Assim caminha o busão, A todo Anarquista, Amigos (com o começo perdido por ter ido ao bar pegar mais uma cerveja)

e Paulicéia,

tocada quase no final do show.
E assim terminou a primeira noite de comemoração dos 10 anos do Hangar110. Noite chuvosa, mas com a casa cheia, cheia de amigos e energia para mais 10, 20, 30 anos de muito som e atitude.

Por Deise Santos

Parabéns Hangar110!

Diário da tour do Discarga

outubro 1, 2008

A banda paulistana Discarga está postando em seu fotolog o diário da tour européia que fizeram no início do segundo semestre.
Acesse e confira as fotos e textos das aventuras que dois meses na Europa proporcionaram a esse trio:

Diário da Tour